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2,5 milhões de brasileiros buscaram tratamento para parar de fumar em 2025

  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Número de atendimentos relacionados ao tabagismo cresceu 95% entre 2022 e 2025. Foco em 2026 é no consumo de cigarros eletrônicos e produtos a base de nicotina sintética




Levantamento do Ministério da Saúde aponta que 2,5 milhões de pessoas buscaram, em 2025, atendimentos para parar de fumar. O número representa um aumento de 95% em relação a 2022, quando foram registrados 1,2 milhão de atendimentos. O crescimento da procura por tratamento é compatível com a ampliação das ações de prevenção e tratamento do tabagismo na rede pública de saúde.

Outra ação do Ministério da Saúde envolve o alerta para o aumento do consumo de Dispositivos Eletrônicos para Fumar, os cigarros eletrônicos, e de outros produtos com nicotina sintética, especialmente entre jovens. Esses equipamentos têm aparência moderna, sabores variados de nicotina líquida e design atrativo, e têm alcançado principalmente o público mais jovem.

Apesar de serem divulgados como alternativas ao cigarro convencional, esses produtos também são nocivos à saúde. Podem causar dependência, doenças respiratórias, queimaduras, convulsões e lesões pulmonares graves, além de sintomas como tosse, tontura, náusea e dores de cabeça.

Dados do Vigitel 2024 mostram crescimento do consumo desses produtos no país. Entre jovens de 18 a 24 anos, o uso atual chegou a 10,1%, maior índice da série histórica para essa faixa etária.

O alerta é também tema da campanha da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Dia Mundial sem Tabaco, lembrado nesse domingo (31). Com o tema “Desmascarando o apelo, combatendo a dependência de nicotina e tabaco”, a iniciativa chama atenção para o uso de cigarros eletrônicos especialmente por crianças, adolescentes e jovens.

Quem deseja parar de fumar, pode procurar atendimento gratuito na Unidade Básica de Saúde mais próxima. Além de apoio terapêutico, o tratamento também pode ser associado ao uso de medicamentos como adesivos, gomas ou pastilhas de nicotina.

Da Agência Rádio Gov, em Brasília, Danielle Popov.

 
 
 

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