FAZER O BEM, QUE MAL TEM? Parte II: Fora dos holofotes, ex-jogador quer dar chance a novos atletas

08/08/2017

 

O que Jardel (ídolo do Grêmio), Pablo (principal zagueiro do Corinthians na atualidade), Victor (goleiro campeão pelo Atlético Mineiro); Réver (um dos xerifes do Flamengo) e Mota (um dos atacantes que mais deram alegrias ao Ceará nos anos 2000) têm em comum? Além de grandes nomes do futebol nacional e mundial, todos eles foram descobertos por um paraibano adotado por Fortaleza: o ex-jogador e técnico Edmundo Silveira.

 

 

Visto como o ‘goleiro do futuro’, seus quase 2 metros de altura fizeram com que ele rodasse o País ainda jovem. Sucesso por onde passou, Edmundo trabalha hoje buscando revelar outros craques. Desta vez fora dos holofotes, mas em prol da causa social. No bairro Henrique Jorge, onde mora com a família, ele mantém, com apoio de colegas do esporte, um centro de treinamento para adolescentes que sonham em tornar-se jogadores profissionais.

Guiados pela história do ex-atleta, meninos e meninas que poderiam ser iscas da violência que assola Fortaleza agora driblam as dificuldades de viver em um bairro pobre da cidade. Na academia de futebol do “professor Edmundo”, não calçam-se as chuteiras antes de cumprimentar os colegas. É preciso desejar bom-dia, pedir licença e agradecer. Lá, não se aprende só a bater na bola, mas também a respeitar os iguais.

Para aqueles que também sonham em construir uma vida por meio do esporte ou simplesmente se divertir, a Prefeitura de Fortaleza oferta o programa Atleta Cidadão. Ele oferece à população o acesso gratuito ao esporte e lazer por meio de aulas regulares dentro das comunidades, com a realização de atividades físicas e brincadeiras. As modalidades são variadas. Além do futebol, há atletismo, vôlei e até mesmo duathlon aquático, entre outras opções. Podem participar crianças a partir de 8 anos de idade e jovens até 20. Na Capital, o Atleta Cidadão está em 48 locais. 


Criado em junho de 2014 pelo prefeito Roberto Cláudio, o Projeto Areninhas vem buscando requalificar campos de futebol em bairros com alto índice de vulnerabilidade social. Já são 22 equipamentos espalhados pela cidade. De acordo com a Secretaria de Esporte e Lazer (Secel), por semana, 190 jogos são realizados por projetos sociais, beneficiando diretamente 6.441 cidadãos.

Por outro lado, o Governo do Estado pôs em prática a interiorização do Projeto Areninhas. Uma das cidades que o receberão é Paracuru, segundo cálculos, ainda este ano. Por aqui, ao longo do tempo, várias escolinhas de futebol têm funcionado, tangidas por abnegados voluntários locais, os nossos "Edmundos".
 
DIÁRIO DO NORDESTE

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