Ela vai acontecer! Iranianos terão até 15% de participação na Refinaria do Ceará

18/01/2018

 

Estado e investidores chineses viajam para Teerã, capital do Irã, no dia 25. Reunião deve definir fornecedores de óleo para a unidade

 

Investidores iranianos terão até 15% de participação na refinaria que será implantada no Ceará, no Complexo Industrial e portuário do Pecém (Cipp). A estimativa é de Antônio Balhmann, assessor especial para Assuntos Internacionais do Governo do Estado. Ele esteve nos dias 27 e 29 de dezembro do ano passado, em São Paulo, para tratar da operacionalização do empreendimento com a China Brasil Petróleo Importação e Exportação (BRCP).

 

“O objetivo é dar sequência e buscar uma parceira para a refinaria. Eles (iranianos) serão os suppliers (fornecedores) do óleo que irá abastecer a unidade no Ceará”, destaca. “Vamos propor ao governo iraniano participação societária no projeto, mas ainda é algo a ser definido, provavelmente entre 10% a 15%”, disse. Ficou marcada viagem para o país asiático no dia 25 de janeiro para tratar do negócio.

 

De acordo com Balhmann, haverá rodadas de negociações com estatais iranianas responsáveis pelo abastecimento do petróleo, além de empresas petroquímicas. “O Irã tem uma relação muito próxima com a China. Esse é o fator diferencial para o negócio, já que os chineses foram privilegiados com o petróleo iraniano por anos”, afirma.

 

A refinaria terá capacidade de transformar 300 mil barris de petróleo por dia em derivados. A operação será dividida em duas fases – ambas com 150 mil barris /dia. Cada etapa está orçada em US$ 4 bilhões. O número de empregos é estimado em 10 mil na fase de construção e 8 mil diretos e indiretos após a conclusão das obras.

 

US$ 4 bilhões é a projeção do recurso empregado para a refinaria no Ceará

 

Também é projetada uma petroquímica da Qingdao Xinyutian Chemical, para produção de derivados do petróleo. O projeto da refinaria demandará 600 hectares. Sendo 400 para as duas fases, além de outros 200 para a instalação da petroquímica, que exigirá investimentos de US$ 3 bilhões.

 

 

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