Novas demandas. Os desafios para o crescimento do Estado

21/10/2018

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Entretenimento, turismo, e produção de tecnologia, sobretudo, em áreas sensíveis como educação, saúde, infraestrutura e recursos hídricos são demandas que crescerão exponencialmente nos próximos anos no mundo. E o Ceará, com um pouco mais de esforço que no setor de energia, também tem condições de tirar proveito disso.

 

Algumas condições para que esta transformação aconteça já estão em curso. No setor turístico, por exemplo, a concessão do Aeroporto de Fortaleza à companhia alemã Fraport e a modernização do equipamento já permitiram mais que dobrar a quantidade de voos internacionais. Porém, é preciso avançar em qualificação de atendimento e em produtos turísticos para garantir a permanência do turista por mais tempo.

 

O Ceará também é o estado com maior número de cabos submarinos de fibra ótica, 13 no total, que garantem conectividade de alta velocidade e estrutura de transmissão de dados para outros continentes. E com a construção do Data Center da Angola Cables, na Praia do Futuro, são muitas as janelas que se abrem para atração de empresas de base tecnológica.

 

O CEO da Angola Cables, Antonio Nunes, afirma que o Ceará está numa fase de transformações e aquilo que se tem visto dos agentes locais é muito positivo. Entretanto, para se tornar competitivo como São Paulo, é preciso estimular a atração de empresas por meio de mais incentivos. E fomentar inovação como fez Recife com seu Porto Digital.

 

"Está tudo pronto? Diria que não, mas a perspectiva para os próximos tempos é muito boa sendo o Ceará um centro de desenvolvimento no Nordeste", ressalta Nunes.

 

Ítalo Furtado, presidente da Associação Cearense de Desenvolvedores de Jogos, afirma que hoje no Estado já existem pelo menos 11 empresas instaladas. E a gameficação tem gerado emprego e renda para muitos desenvolvedores locais. Para ganhar mais robustez, no entanto, é preciso desmistificar o setor, ainda visto como brincadeira ou pouco rentável; aumentar networking; e mais incentivos. "Mas, atualmente, já existem iniciativas no Estado de apoio ao setor".

 

A qualificação dos profissionais e aproximação de empresas e universidades são medidas consideradas essenciais para guinada tecnológica. "A gente já avançou muito, mas ainda tem um longo caminho pela frente", observa a presidente da Núcleo de Estudos e Pesquisa em Tecnologia do Norte e Nordeste (Netei), Técia Carvalho.

 

O coordenador geral do plano de Ceará 2050, Barros Neto, destaca que, quando os projetos estratégicos do plano estiverem desenhados até o fim do ano, muitas das alavancas de desenvolvimento que o Governo precisa para direcionar melhor suas políticas públicas ficarão mais claras. "Vamos conseguir avançar em governança. Hoje o Ceará tem 4% da população e 2% de participação no PIB brasileiro. Em 2050, queremos pelo menos igualar por cima os indicadores", afirma.

 

Cidades

 

O crescimento das cidades cearenses nos próximos anos vão demandar mais investimentos em segurança pública, saúde, educação, infraestrutura e mobilidade

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