Drones para passageiros devem começar a voar em 2020

 

O MODELO DA FABRICANTE CHINESA EHANG 184 ALCANÇOU 300 METROS DE ALTURA E CARREGOU UMA PESSOA DE 118 QUILOS DURANTE 23 MINUTOS (FOTO: DIVULGAÇÃO)

 

O transporte aéreo autônomo está caminhando a passos largos em Dubai, nos Emirados Árabes. Com investimentos anuais de mais de US$ 3 bilhões em áreas consideradas prioritárias para o desenvolvimento e a diversificação das receitas, como mobilidade urbana e tecnologia, o país tem liderado a corrida para testes com veículos aéreos não tripulados.

 

A chinesa EHang, controlada pela estatal Aviation Industry Corporation of China (AVIC), uma das maiores empresas aeroespaciais e de defesa do mundo, largou na frente, com drones para um passageiro, equipados com uma bateria que dura até meia hora. Os trajetos precisam ser pré-definidos. Os aviõezinhos passaram por dois anos de testes, em Dubai, e devem começar a operar em 2020.

 

Outras empresas, como a alemã Volocopter, que recebeu aportes de US$ 30 milhões da Daimler para lançar um táxi aéreo autônomo, também estão de olho nas oportunidades do mercado dos Emirados. O país está construindo cidades sustentáveis, com ênfase no uso de internet das coisas, mobilidade urbana e energia limpa, e investe na modernização de Dubai.

 

“Esses projetos deverão gerar empregos mais bem remunerados e atrair empresas de tecnologia, mas ainda é necessário aprimorar a regulamentação do transporte aéreo”, diz Marcio Peppe, sócio da consultoria KPMG e especialista no setor aéreo.

 

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