Países governados por mulheres têm melhores resultados sobre covid: Forbes


Primeira-ministra da Islândia, Katrín Jakobsdóttir (esq) e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel - Foto: Forbes

Um levantamento feito pela revista Forbes mostra que os países com mulheres na liderança têm apresentando resultados melhores no combate à covid, com menos mortes e infectados pela doença.

A reportagem cita como exemplos a Islândia, Taiwan, Nova Zelândia, Finlândia, Dinamarca e a Alemanha,

Alemanha que está em primeiro lugar no ranking mundial de recuperados, com 85,4 mil pessoas curadas, de acordo com levantamento online da Universidade Johns Hopkins.

Entre os casos confirmados, a Alemanha aparece em quarto lugar no ranking, com 142,5 mil, atrás da Espanha, Itália e França. Entre os mortos, aparece em novo lugar, com 4,4 mil, atrás da Itália, Espanha, França, Reino Unido e Bélgica.

A matéria diz que as mulheres “estão mostrando ao mundo como lidar com uma situação complicada… e esta pandemia está revelando que as mulheres têm o que é preciso para combater um problema”.

Alemanha

Angela Merkel, a chanceler da Alemanha, calmamente disse a seus compatriotas que a pandemia atual é um problema sério que pode infectar até 70% da população. “É sério”, disse ela, “leve a sério”. Ela levou, e sua população também. Depois das fases de negação, raiva e falsidade que vimos em outros lugares, hoje os “números do país estão muito abaixo de seus vizinhos europeus e há sinais de que eles poderão começar a afrouxar as restrições em breve.

Taiwan

Entre os primeiros e mais rápidos movimentos contra o coronavírus estava a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen. Em janeiro, ao primeiro sinal da nova doença, ela introduziu 124 medidas para bloquear a disseminação, sem ter de recorrer às quarentenas que se tornaram comuns em outros lugares. Agora, ela está enviando 10 milhões de máscaras para os EUA e para Europa. Tsai conseguiu o que a CNN chamou de “uma das melhores atuações do mundo”, mantendo a epidemia sob controle e relatando apenas seis mortes no país.

Nova Zelândia

Jacinda Ardern, da Nova Zelândia, decretou cedo e com clareza o confinamento no nível máximo de alerta em que colocou o país. Ela impôs o auto-isolamento às pessoas que entraram na Nova Zelândia quando havia apenas seis casos em todo o país e proibiu totalmente a entrada de estrangeiros, logo depois. Em meados de abril, eles sofreram quatro mortes e, enquanto outros países falam em suspender as restrições, Ardern está aumentando, fazendo com que todos os neozelandeses que estão retornando ao país fiquem em quarentena em locais designados por 14 dias.

Islândia

A Islândia, sob a liderança da primeira-ministra Katrín Jakobsdóttir, está oferecendo testes gratuitos de coronavírus a todos os seus cidadãos e se tornará objeto de estudo para saber as verdadeiras taxas de disseminação e mortalidade da Covid-19. A maioria dos países tem testes limitados para pessoas com sintomas ativos, mas a Islândia está indo muito bem nesse quesito. Em proporção à sua população, o país já examinou cinco vezes mais pessoas do que a Coreia do Sul e instituiu um sistema de rastreamento completo, o que significa que eles não tiveram de fechar escolas ou comércio.

Finlândia

Sanna Marin se tornou a mais jovem chefe de estado do mundo quando foi eleita em dezembro do passado na Finlândia. Ela usou influenciadores digitais como agentes-chave na luta contra a crise do coronavírus. Reconhecendo que nem todo mundo lê a imprensa tradicional, ela convidou influenciadores de qualquer idade a divulgar informações baseadas em fatos sobre o gerenciamento da pandemia.

Noruega

A primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, teve a ideia inovadora de usar a televisão para conversar diretamente com crianças e jovens do país. Solberg fez uma coletiva de imprensa em que nenhum adulto era permitido. Ela respondeu às perguntas de crianças, explicando porque não havia problema em sentir medo.

Análise

A Forbes continua a reportagem enaltecendo a força feminina no poder e questiona:

Quantas outras inovações simples e humanas desencadeariam de mais lideranças femininas? Geralmente, a empatia e o cuidado que todas essas líderes femininas comunicam parecem vir de um universo alternativo ao que estamos acostumados.

É como se seus braços estivessem saindo dos pronunciamentos para abraçá-los de forma amorosa e sincera. Quem diria que os líderes poderiam passar esse sentimento? Agora sabemos, conclui a Forbes.

Com informações da Forbes